Monstro das Pistas – Olimpíadas!

O Jamaicano Usain Bolt é um verdadeiro fenômeno das pistas! O cara baixou o próprio recorde nos 100m rasos com uma facilidade incrível. Nos metros finais ele ainda ele olhou para trás e abriu os braços uns 5 metros antes da linha de chegada! E ainda assim diminuiu alguns centésimos o seu recorde. Fiquei instigado com o porquê dele não tentar ser mais rápido. Sabem o que descobri? Cada vez que ele baixa o tempo, recebe milhões em premiações!!!!

Segue abaixo algumas palavras de Michael Johnson, atual detentor do recorde dos 200 metros rasos:

“Sua apresentação nos 100 metros foi a mais incrível que eu já vi um atleta fazer na minha vida, mas não acho que ele consegue ficar abaixo do meu tempo. Não dei um beijo de tchau no meu recorde. Eu ficarei chocado se ele conseguir”. 

“Apesar de ele ser originalmente dos 200 metros e ser rápido demais, eu não acredito que bata meu recorde, pois existem muitos outros fatores, como a curva e quanto tempo ele consegue manter a incrível velocidade que tem”.

Johnson também rebate a acusação do Alemão Tobias Unger sobre Bolt correr dopado:

“As pessoas querem explicar com doping o que ele faz. Pois eu tenho outra explicação: nunca vimos um atleta tão alto (1,96m) ser tão rápido. Ele não larga tão bem, mas, como ninguém na história do esporte, soube sincronizar a passada larga com a velocidade. Carl Lewis (1,88m) era assim também”

“Em qualquer outro lugar do mundo, Bolt entraria na sala do técnico e ele diria. Com esta altura, você vai correr 400m. Saia daqui já. Mas ele insistiu e treinou muito e por isso é um fenômeno”.

Palavras de fenômeno sobre fenômeno. Johnson foi o primeiro homem da história a vencer os 200 e 400 metros numa mesma Olimpíada. Foi também o único a conseguir vencer duas vezes consecutivas os 400 metros nos Jogos. Para completar sua ficha, o recorde mundial de Johnson nos 200m, obtido em Atlanta, 1996, jamais foi batido!

Nas eliminatórias dos 200 metros rasos foi um novo show de Bolt, o americano Shawn Crawford se matava para se aproximar, na reta. Bolt o olhou com cara de como-você-ousa-estar-aqui?, e acelerou de leve.

Um jornalista brasileiro perguntou a um jamaicano que hoje (20/08) é a “grande noite”.

A resposta dele: “Isso é um grande engano, amigo. Só há grandes noites quando há competição!!”

UPDATE:

Bolt, “O monstro das Pistas”, ganhou sua 2ª medalha de ouro! e ainda por cima destrui em 2 centésimos o recorde de Michael Johnson nos 200 metros livres. A marca durou 12 anos!

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Mudança de Layout!

Caros Leitores,

Tive que alterar o visual do blog! Como estava tendo alguns problemas para postar algumas imagens, não tive opção.

Nesse novo formato consigo customizar o layout de forma que ele fique mais visivel e os posts fiquem melhor dispostos na página. Com isso acredito que não terei mais problemas em postar imagens e nem para carregar as mesmas na leitura.

Michael Phelps Dopado????

A cena é conhecida. E virou marca. Phelps remove os fones de ouvidos dois minutos antes de cada prova começar. Fez isso diversas vezes nos Jogos Olímpicos, nas eliminatórias, semifinais e finais das provas no ginásio Cubo d’Água.

Ganhou oito ouros. Quebrou recordes. Virou mito. Depois de 40 exames antidopings, antes e durante as competições, há quem acredite que o aditivo que move o corpanzil com tempos agora memoráveis nas piscinas sai dos dois pequenos alto falantes que entram pelas grandes orelhas e ocupam o cérebro.

O doping musical do garoto branco de Baltimore, 23 anos, é o negro rap. Ouvir música aumenta a capacidade de oxigênio no sangue e melhora a performance do atleta, segundo o Instituto Max Planck para Cognição Humana e Ciências do Cérebro, em Leipizig, na Alemanha. E isso é ilegal, atestam alguns especialistas.

Quem defende a tese é o doutor Alexei Koudinov, editor do Doping Journal Web site, baseado em Israel, que não tem dúvidas: “ouvir música com fones de ouvido antes do início de uma competição é método inválido e os ouros e recordes de Michael Phelps em Pequim são falsos. As medalhas deveriam ir para outros competidores”, escreveu.

Koudinov utiliza várias análises, entre as quais a do doutor Stefan Koelsch, do instituto alemão, para tentar enquadrar o uso da música como doping. Segundos os estudos, que divulgam como o corpo reage à música, os sons podem ter influências sobre a taxa de respiração, a qual altera os níveis de oxigênio no sangue. O relatório reporta mudanças claras na taxa de respiração durante a audição de músicas.

O artigo cita ainda pesquisas da Universidade de Pávia, na Itália, realizadas com crianças, que concluem que a retirada de um estímulo musical momentos antes de uma prova de natação induz aos efeitos reportados por Koelsch.

A pesquisa mostra que a música causa melhor saturação de hemoglobina com o parâmetro de oxigênio, comparado com iniciativas sem música, indicando incremento na taxa de transferência de oxigênio (método considerado proibido em competições de acordo com o Código Mundial Anti-Doping, artigo M1, atualizado em 2008).

A utilização da música minutos antes de uma competição ainda não foi avaliada pela Agência Mundial Anti-Doping (Wada).

Enquanto isso, Phelps dá play no seu ipod e recebe adrenalina na beira da piscina, ao som, entre outros, do rapper norte-americano Lil Wayne, que carrega tatuagens pelo corpo inteiro e tem cara de bad boy: ‘I’m me, so Who are you? You’re not me; You’re not me and I know that ain’t fair, but I don’t care’ (Eu sou eu, então quem é você? Você não é eu; Você não é eu e eu sei que não é justo, mas eu não ligo).

Não sei até que ponto a música pode influenciar no desempenho do Phelps, mas certamente é algo que ele se beneficiou.

Ele é um “monstro” da natação? Sem sombra de dúvidas!  Ele é um atleta muito bem preparado?  Certamente!

Mas a grande questão é: e se a WADA, que é quem “manda” no controle anti-doping, considerar a atitude de Michael Phelps doping?