Michael Phelps Dopado????

A cena é conhecida. E virou marca. Phelps remove os fones de ouvidos dois minutos antes de cada prova começar. Fez isso diversas vezes nos Jogos Olímpicos, nas eliminatórias, semifinais e finais das provas no ginásio Cubo d’Água.

Ganhou oito ouros. Quebrou recordes. Virou mito. Depois de 40 exames antidopings, antes e durante as competições, há quem acredite que o aditivo que move o corpanzil com tempos agora memoráveis nas piscinas sai dos dois pequenos alto falantes que entram pelas grandes orelhas e ocupam o cérebro.

O doping musical do garoto branco de Baltimore, 23 anos, é o negro rap. Ouvir música aumenta a capacidade de oxigênio no sangue e melhora a performance do atleta, segundo o Instituto Max Planck para Cognição Humana e Ciências do Cérebro, em Leipizig, na Alemanha. E isso é ilegal, atestam alguns especialistas.

Quem defende a tese é o doutor Alexei Koudinov, editor do Doping Journal Web site, baseado em Israel, que não tem dúvidas: “ouvir música com fones de ouvido antes do início de uma competição é método inválido e os ouros e recordes de Michael Phelps em Pequim são falsos. As medalhas deveriam ir para outros competidores”, escreveu.

Koudinov utiliza várias análises, entre as quais a do doutor Stefan Koelsch, do instituto alemão, para tentar enquadrar o uso da música como doping. Segundos os estudos, que divulgam como o corpo reage à música, os sons podem ter influências sobre a taxa de respiração, a qual altera os níveis de oxigênio no sangue. O relatório reporta mudanças claras na taxa de respiração durante a audição de músicas.

O artigo cita ainda pesquisas da Universidade de Pávia, na Itália, realizadas com crianças, que concluem que a retirada de um estímulo musical momentos antes de uma prova de natação induz aos efeitos reportados por Koelsch.

A pesquisa mostra que a música causa melhor saturação de hemoglobina com o parâmetro de oxigênio, comparado com iniciativas sem música, indicando incremento na taxa de transferência de oxigênio (método considerado proibido em competições de acordo com o Código Mundial Anti-Doping, artigo M1, atualizado em 2008).

A utilização da música minutos antes de uma competição ainda não foi avaliada pela Agência Mundial Anti-Doping (Wada).

Enquanto isso, Phelps dá play no seu ipod e recebe adrenalina na beira da piscina, ao som, entre outros, do rapper norte-americano Lil Wayne, que carrega tatuagens pelo corpo inteiro e tem cara de bad boy: ‘I’m me, so Who are you? You’re not me; You’re not me and I know that ain’t fair, but I don’t care’ (Eu sou eu, então quem é você? Você não é eu; Você não é eu e eu sei que não é justo, mas eu não ligo).

Não sei até que ponto a música pode influenciar no desempenho do Phelps, mas certamente é algo que ele se beneficiou.

Ele é um “monstro” da natação? Sem sombra de dúvidas!  Ele é um atleta muito bem preparado?  Certamente!

Mas a grande questão é: e se a WADA, que é quem “manda” no controle anti-doping, considerar a atitude de Michael Phelps doping?

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