Indústria prevê eletrônicos mais caros

Indústrias e redes de varejo mantêm preços estáveis para não perder vendas de Natal, mas disparada do dólar deve forçar reajustes em 2009.

Os fabricantes brasileiros de celulares, TVs, computadores e outros eletrônicos devem repassar aumentos para os lojistas e consumidores finais já no início do ano que vem.

De acordo com o coordenador geral de programas industriais da Suframa, grupo que administra a Zona Franca de Manaus, Gustavo Igrejes, as empresas da região trabalham com contratos de longo prazo, mas os chips e circuitos comprados quando o dólar estava cotado a R$ 1,60 devem se esgotar este ano.

Eletrônicos fabricados no início de 2009 vão contar com componentes importados já sob novos contratos cambiais. Só em dezembro o dólar se valorizou 8% em relação ao real. No ano, a alta é de 41,92%.

A forte alta impacta diretamente o setor, que depende de insumos importados. Esta semana, ao divulgar projeção de vendas para o fim deste ano, o presidente da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Humberto Barbato, afirmou que uma redução nos impostos poderia amenizar os efeitos da alta do dólar.

A Abinee defende uma reforma tributária no setor, apesar do mercado de informática já contar com menos impostos que a média da economia desde 2007, quando foi editada a MP do Bem, que criou benefícios para o setor.

Operadoras de celular

Os fabricantes de smartphones, impactados pela alta do dólar, negociam com as operadoras um aumento no subsídio dos aparelhos a fim de evitar reajustes no preço do hardware para o consumidor final.

A idéia é que as operadoras móveis absorvam o impacto do dólar mais alto e, em contrapartida, pressionem seus consumidores a adquirir planos de dados e voz mais caros.

Ao apresentar o N97 na Espanha, o diretor global de vendas da Nokia, Ansii Vanjaki, disse que a crise global aumentará a importância de clientes que consomem grandes pacotes para as operadoras. Vanjaki acredita que a crise forçará as teles a oferecer mais subsídios para manter seus melhores clientes.

Quanto menor a renda, maior o corte

No Brasil, uma pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que o impacto da crise financeira ainda não atingiu a maioria dos brasileiros.

Apenas uma parcela minoritária dos entrevistados (8%, na média) dizem que vão consumir menos no Natal em função da crise.

O estudo mostra, no entanto, que os mais ricos tendem a cortar menos o consumo e os mais pobres têm mais disposição de pisar no freio nas compras de Natal.

Entre os entrevistados que ganham mais de R$ 9,1 mil, só 6,5% disseram que vão comprar menos este ano do que no Natal de 2007. Já entre as pessoas que ganham menos de R$ 2,1 mil, 16,3% afirmam que vão consumir menos.

Fonte: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/122008/05122008-34.shl

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